TUDO É MAGICO NESSE MUNDO, EXCETO PARA OS MÁGICOS

Ano passado estreiou na HBO a série West World, uma história de ficção sobre uma realidade virtual onde há robôs idênticos à humanos, programados para ter a mesma rotina diariamente. Anthony Hopkins é o Dr. Robert Ford e este é um dos criadores desse mundo e ele é quem dá vida a suas criações.

Com um cenário do velho oeste, os humanos podem entrar nesse mundo e interagir com os robôs. É mais ou menos um Second Life da vida real, onde você pode fazer, literalmente, o que quiser. Cada robô tem uma memória base: Uma história de vida que foi criada por roteirista. Essa história influencia diretamente nas emoções dos personagens. O processo funciona igual como acontece com a gente só que nesse caso, a história foi inventada.

Porém, algo de inesperado está começando a acontecer: Os robôs estão começando a ganhar consciência e descobrir que, talvez aquela vida que eles tinham, não é real. Eles se questionam se aquilo que veem e vivem é a realidade ou se existe algo além daquilo que conhecem. Há até um episódio em que um personagem que até então era tido como humano, descobre que é na verdade um robô e percebe que toda sua memória nada mais é do que uma programação. E é por esse motivo que ele é do jeito que é. Isso é algo semelhante ao que ocorre conosco em relação a memória da primeira infância.

Quem já foi a uma consulta de psicólogo já sabe: As primeiras coisas que serão perguntadas serão sobre a sua época de criança, pois é dali que dizem que o resto da personalidade se desenvolve. Porém, as vezes mesmo sabendo disso, acreditamos que fazemos escolhas livres e que o real se resume a nossa vida [na mais grosseira das comparações]. Mas como assim o real? Eu digo: E se você começar a questionar tudo? E quando eu digo tudo é tudo, mesmo.

Para se ter noção do quão louco é essa questão da realidade, até poucos anos atrás dizia-se que o átomo era a menor parte de matéria conhecida. Hoje já sabe-se que a matéria não é nada mais que a energia em diferentes frequências, ou seja, você não é sólido. Somos, como eu diria poeticamente, uma dança de partículas em um espaço vazio. Dá pra conseguir imaginar tudo isso? Eu também não.

Sabendo que nossa mente é condicionada a partir de um ponto, é possível que estejamos repetindo o mesmo padrão de anos, sem nos darmos conta, assim como os robôs. Gravamos as informações e reações em nosso cérebro e continuamos a seguir o mesmo caminho, fazendo as mesmas escolhas e tendo as mesmas consequências. É por isso que muitas pessoas se veem presas na mesma história diversas vezes e, na maioria das vezes, não entendem o porque. Nós não estamos vivendo coisas novas: Estamos apenas repetindo comportamentos padrões e buscando por situações parecidas. Porque? Aí que começa a brincadeira!

Dizem que o pior cego é aquele não quer ver mas, talvez o pior seja aquele que nem sequer saiba o que é enxergar. Somos todos moldados por memórias e situações que nos ocorreram faz muito tempo e que, mesmo não sabendo, dominam nosso inconsciente e guiam nossas vidas. Vivemos um grande filme repetido diversas vezes, sem perceber que a história é a mesma. Acreditamos que não temos escolha mas a verdade é que, não escolher, também já é uma escolha. Mas é ao perceber toda essa programação, que inicia-se o seu processo de modificá-la.

Uma vez que identificamos os padrões que nos condicionam, é possível transformá-los. Será que você realmente é ruim em matemática ou algum professor falou isso pra você e ficou marcado? Será que você realmente não tem talento pra esportes ou alguma coisa no passado te traumatizou? Questionar tudo e não tomar nada como verdade absoluta é o primeiro caminho para livrar-se das amarras mentais. A nossa realidade é diretamente ligada com os nossos pensamentos. Aquilo que está na sua cabeça, é aquilo que você vai ver em sua vida. E é como diria o nosso poeta Criolo: Tudo está guardado na mente.

E aí, qual realidade você quer pra sua vida?

Espero que tenham gostado <3

Beijinhos,
Gabi

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